Caso Zarhará: polícia prende casal acusado de envolvimento no crime

Mulher, que já respondia por tráfico de drogas, é apontada como possível autora dos disparos

Um casal foi preso por suspeita de envolvimento no crime contra a estudante de biomedicina Zarhará Hussein Tormos, 25 anos. Uma mulher de 26 anos, apontada como provável autora dos disparos, é esteticista e tinha relações comerciais com a vítima.

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O homem, um rapaz de 29 anos que é namorado da suspeita, seria o motorista de um veículo preto usado como apoio para a prática do crime. Ele recebeu voz de prisão em casa na manhã desta sexta-feira.

Segundo a Polícia Civil, a mulher estava presa em regime cautelar desde a sexta-feira passada, 21, por rompimento de tornozeleira eletrônica. Ela cumpria prisão domiciliar pelo crime de tráfico de drogas.

Com acesso a conversas de celular, a polícia descobriu que Zarhará tinha contato com a mulher, desde 2023, que prestava serviços de estética para ela.

A polícia informou que por um tempo ambas perderam contato, mas voltaram a fazer parceria comercial com publicações de Zarhará em redes sociais.

Responsável pelas investigações, o delegado-chefe da Delegacia de Homicídios, Marcelo Pereira Dias, não descarta o envolvimento de uma terceira pessoa no crime. A mulher presa, diz ele, pode ser a mentora do crime ou ter agido a mando de alguém.

O corpo da estudante Zarhará, encontrado com as mãos e os pés amarrados com fita, foi localizado, no dia 28 de fevereiro, no Remanso Grande, no banco traseiro do carro dela, um Chevrolet Onix.

Segundo a polícia, houve cinco disparos contra a vítima, dos quais três projéteis ficaram alojados no corpo, um deles na coluna.

O delegado não divulgou o teor das ameaças e a motivação do crime para não atrapalhar as investigações.

Digitais na cena do crime

A polícia chegou à mulher suspeita após uma minuciosa investigação. Havia uma digital do dedo indicador dela na maçaneta interna da porta do motorista. A mesma digital pertence à pessoa proprietária do carro preto.

Segundo a polícia, as ameaças recebidas pela estudante via WhatsApp partiram de um DDD que não era de Foz do Iguaçu e, conforme as investigações, estão vinculadas à mulher dona do veículo preto.

A estudante começou a receber as mensagens no dia 10 de janeiro deste ano.

Fragmentos de digital da mulher presa também estavam na fita usada para amarrar as mãos e pés de Zarhará. “Isso nos leva a crer que, com certeza, essa pessoa participou ativamente desse crime”, realçou o delegado.

A tornozeleira eletrônica, apesar de estar rompida, ainda emitia alguns sinais que contribuíram para as investigações.

Percurso de Zarhará

De acordo com a polícia, Zarhará chegou à faculdade antes das 19h e deixou o carro estacionado na Rua Vereador Moacir Pereira, próximo à instituição. Por volta de 21h50, ela deixou o local portando uma bolsa grande, uma pasta com computador e celular.

Apesar de não haver imagens de câmeras de segurança disponíveis, a polícia trabalha com a hipótese de a estudante ter sido abordada e talvez obrigada a entrar no veículo.

O automóvel saiu pela Rua Coronel Caetano Rocha, entrou na Avenida das Cataratas e, após passar em frente a um shopping, seguiu em direção à residência da estudante.

No entanto, houve interrupção do percurso e o carro ficou estacionado nas proximidades da hípica, na Rua Indianápolis, onde permaneceu parado por algum tempo.

Conforme imagens das câmeras, alguém desceu do veículo, o qual alguns minutos depois seguiu até a Rua Astorga e retornou à Avenida das Cataratas até o ponto da localização, no Remanso Grande.

O delegado ainda informou que o carro preto que deu apoio percorreu um caminho diferente do feito pelo automóvel de Zarhará e evitou passar por radares.

A polícia relatou que o ex-namorado da vítima continua sendo investigado, mas há indícios de que ele não tenha participação no crime.

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