Prefeitura precisa pagar dívidas do Municipal, decide Tribunal de Contas

Representação do Ministério Público cita dívida com fornecedor acumulada na gestão anterior; quitação é necessária para manter o atendimento a pacientes.

A prefeitura precisa pagar a dívida do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, medida necessária para manter o atendimento aos pacientes. É o que recomenda o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), ao julgar procedente a representação da 9.ª Promotoria de Justiça em relação à gestão anterior.

O Ministério Público descreveu, ao TCE-PR, as ações que empreendeu nos últimos dez anos para garantir a manutenção dos serviços do hospital, que é público e atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, mencionou dívidas do Municipal com fornecedores

Dívidas do Municipal

A promotoria mencionou, especificamente, o débito acumulado que chegou a R$ 3,1 milhões, referente à entrega de alimentos. Esse montante abrange o período de março a junho de 2022 e de outubro a dezembro de 2023, portando.

O relator, em seu voto, assim, recomendou que a prefeitura “regularize devidamente todos os pagamentos das obrigações assumidas. Portanto, o objetivo é evitar qualquer ameaça de interrupção desse serviço essencial à população”, conforme exposto pelo Tribunal de Contas.

A proposta foi acompanhada pelos demais integrantes do Tribunal Pleno do TCE-PR, em março, com decisão publicada no último dia 27. Cabe recurso.

Outro lado

O município alegou, como defesa, que o pagamento das dívidas está sendo honrado. Entretanto, afirmou que, em abril de 2024, uma lei municipal foi aprovada para extinguir a Fundação Municipal de Saúde (FMS), gestora do hospital, criando, no lugar, a Autarquia Municipal de Saúde (AMS). Essa estrutura é para assumir o patrimônio e as dívidas da fundação.

A lei foi proposta pelo ex-prefeito Chico Brasileiro (PSD) e aprovada pela legislatura de vereadores anterior. As dívidas, que segundo a prefeitura devem recair à Autarquia, envolvem pendências financeiras do Hospital Municipal. As mais antigas passarão por auditoria, de acordo com a defesa, o que já deveria ter ocorrido.

O conselheiro Fabio Camargo, relator da matéria, afirmou que os documentos apresentados demonstram que a prefeitura tem honrado os pagamentos e que a fornecedora de alimentação “concordou em prorrogar a contratação, afastando o risco de interrupção imediata do fornecimento de alimentação”, conforme o Tribunal de Contas.

Mudança adiada

Apresentada como urgente na administração anterior, a extinção da Fundação e a criação da Autarquia foram adiadas a pedido de Chico Brasileiro. Os vereadores aprovaram o projeto do Executivo no fim de dezembro do ano passado, em sessões extraordinárias.

Na ocasião, a gestão municipal disse que o prazo estendido era para adequar e otimizar o processo, como, por exemplo, a transição dos trabalhadores para a autarquia, que deveria ocorrer em 1.º de novembro de 2024, mas não se concretizou.

(Com informações do Tribunal de Contas do Paraná)

LEIA TAMBÉM
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.