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Histórias de Foz na Biblioteca Pública do Paraná

Querem saber da história de Foz do Iguaçu? Acessem o site da Biblioteca Pública do Paraná - procurem o sistema de busca e se terá um apanhado de obras raras que ainda não estão ao nosso alcance. 

Os livros são raros. Quase não se tem reedições deles em outras bibliotecas ou acervos. O mais comum dos raros ou talvez o mais conhecido é 'Descoberta de Foz do Iguassú e Fundação de Uma Colônia Militar', escrito em 1938 por José Maria de Brito. Mas há uns outros tantos. 

Numa rápida busca no acervo da BBP se encontra vários deles. O mais antigo e o mais raro é o 'Foz do Iguassú: Ligeira Descripção de Uma Viagem de Guarapuava a Colônia de Foz do Iguassú em Novembro de 1892', de José Cândido Muricy da Silva, escrito em 1896 e editado pela Impressora Paranaense. 

Outro livro que chama atenção e também versa sobre uma viagem a Foz no começo do século passado é 'Impressões de Viagem a Foz do Iguassú e Rio Paraná' foi escrito em 1928 por Manuel Carrao, editora Progresso. 

Um dos livros, sem menção de autor no sistema de busca é 'Foz do Iguassu: Um dos Saltos da Região Foz do Iguassu', editora Mundial, de 1931. Há ainda 'A Foz do Iguassu e as Cataratas do Iguassu e Paraná (Descripção de Viagem), de Jayme Ballao, escrito em 1920, e editado pela Typographia A República. 

O presidente da Academia Paranaense de Letras, Túlio Vargas, escreveu em 1972 o Livro 'De Brasília a Foz do Iguaçu'. E Orlando Azevedo escreveu em 1989 o 'Nossa Terra: Foz do Iguaçu', editado pela antigo Banco Bamerindus do Brasil. 

Há também 'Do Guairá aos Saltos do Iguaçu', de Oliveira Netto, escrito em 1914. Esse livro foi reeditado em 1995 pela Fundação Cultural de Curitiba e é fácil ter um exemplar na mão. É só pedir. 

Um outro livro sobre o mesmo tema - Do Rio Iguassu ao Guayra - de Júlio Nogueira, foi escrito em 1920 pela Typographia Carioca, no Rio de Janeiro. Esse livro não consta no acervo da BPP. 

Tirando as histórias e descrições de viagens por essas terras nas primeiras quatro décadas de 1900 há outras raridades sobre Foz do Iguaçu. Sinopse Estatística do Município de Foz do Iguaçu foi editada em 1950 pelo Departamento Estadual de Estatística. 

A BPP tem três exemplares do Plano Diretor de Desenvolvimento e Turismo de Foz do Iguaçu, editado em 1968, pela então Comissão Municipal de Desenvolvimento Municipal (Codem). 

De Carlos Quandt há o 'Evalution Of Spatially Descontinuous Social Impacts: The Case Of Itaipu, a Major Dessouzue-Based Development Project in Brazil', editado em Los Angeles, em 1987. 

Fora da BPP e esperando edição há um trabalho de fôlego da historiadora Elaine Pereira Rocha - Ava-Guarani...Presente - uma tese escrita em 1991 com apoio do Cimi (Conselho Indigenista Missionário). 

Nesse campo, dos Ava-Guarani, há o laudo feito pelo antropólogo Rubens Thomas de Almeida para a Itaipu Binacional e arquivado na Associação Brasileira de Antropologia. 

Elaine Rocha na escritura de sua tese buscou bibliografias como Naufrágios e Comentários, da L&PM, escrito por Alvar Ñunez Cabeza de Vaca e, além dos já mencionados no começo desse artigo, há documentos do relatórios do Ministério do Exército que se encontra no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. 
Num deles há uma transcrição, da qual consegui uma cópia, do manuscrito onde consta os nomes dos colonos de Foz do Iguaçu em 1907. A transcrição é uma espécie de ata de uma audiência feita pelo Exército em 22 de novembro de 1907 com os colonos de Foz. 

Nela consta a seguinte denúncia: "Julio Gutierrez -colono matriculado, queixa-se de não poder cortar lenha nem fazer erva, quando os negociantes fortes o fazem seguidamente, taes como Jorge Schimmelpfeng, Fulgêncio (sobrenome ilegível) e Leôncio Alves. 

Até Hoje não lhe demarcaram o lote, o que lhe (ilegível) pelo resultado de seu trabalho. Cortava herva em terrenos de colônia, devidamente autorizado quando Jorge Schimmelpfeng tomou-lhe o terreno, peões e tudo o que tinha, pondo-o para fora do local, cobrando-lhe ainda 25 contos por cada 10 kM2 de herva. É fiscal dos ervaes o irmão de Jorge". 

Fonte: Revista Cabeza, edição nº 11, julho de 2002