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STRIKE: robótica e empreendedorismo para jovens mentes

STRIKE: robótica e empreendedorismo para jovens mentes
Meninas da STRIKE montando robô da Vex

 H2FOZ - Daniela Valiente

Estudantes iguaçuenses integram equipe de robótica e vão competir em campeonato mundial no Canadá

“As máquinas não devem tomar o lugar das pessoas. Elas apenas facilitarão algumas tarefas, dar agilidade a uma ação que já não interessa mais a um humano fazer. Não precisa ter medo disso.” A frase poderia vir de um cientista ou inventor, mas vem de uma estudante de 16 anos, membro da equipe de robótica STRIKE.

A sigla significa, em tradução livre, estudantes transformando a robótica na melhor experiência de conhecimento. O grupo foi formado há pouco mais de cinco meses com alunos de escolas particulares de Foz do Iguaçu (COC e Bertoni). Ao todo são 17 pessoas, contando com três jovens mentores.

Recrutados dentro das escolas, os estudantes formaram um grupo conciso e disposto a disputar um desafio de robótica no Canadá promovido pela FIRST, uma organização americana sem fins lucrativos, apoiada por gigantes como Google, NASA e universidades que abrem processos seletivos para seus membros pelo mundo.

A STRIKE é a oitava equipe brasileira a participar desse projeto, que envolve mais de 460 mil estudantes ao redor do planeta. O recrutamento na cidade aconteceu em agosto de 2017, quando os mentores buscaram estudantes interessados em robótica e empreendedorismo.

O time

Cada um deles é responsável por grupos dentro do projeto, como mecânica, eletrônica, elétrica e programação; e comunicação, eventos e estratégia.

A relações-públicas do grupo, Ana Carrijo, 16, lembra que quando apresentaram o projeto na sala de aula, ela achou“que poderia contribuir com algo mais além do gosto pela robótica. Foi exatamente o que fizeram outros estudantes. Tem lugar para todos”.

Maria Vitória Jaber, também de 16 anos – autora da frase que abriu este texto –, inscreveu-se no grupo com a ideia de trabalhar com robótica e descobriu seu talento com finanças. “A gente vai se descobrindo.”

Acadêmico do curso de Engenharia Eletrônica da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Gustavo Klein divide com Pâmela Vieira e Ariane Mattos, ambas de Engenharia de Produção da UTFPR, a missão de monitorar e oferecer conhecimento aos jovens da equipe.

Apoio para a missão

Para colocar em prática o desafio de integrar uma equipe brasileira no encontro, programado para o final deste mês no Canadá, o grupo elaborou uma estratégia de mercado para levantar fundos. O aporte financeiro faz-se necessário ao projeto como em qualquer outra iniciativa cujos recursos sejam parcos.

Entre os apoiadores confirmados estão Itaipu Binacional, 3M, Rotary, Uniamérica, Colégio Bertoni e UTFPR. “Ainda precisamos que mais empresas abracem a ideia aqui na cidade. A gente não precisa de altos valores, temos planos de patrocínio”, explicou Ana.

Já na contagem regressiva para a viagem, o valor total ainda precisa de complemento para auxiliar a equipe. As passagens e a estada dos 17 integrantes já estão quitadas, porém ainda restam cotas para completar a cobertura da viagem. “Vai dar tempo”, garantiu o mentor.

Robô


Kit FRC doado por equipe de FRC do Rio Grande do Sul à STRIKE

Para encarar o desafio, o grupo precisou montar um kit enviado pela FIRST, um robô de nível industrial de até 54 quilos, para cumprir algumas tarefas dentro de um jogo. O kit chegou em janeiro, com equipamentos restritos para a montagem do robô, como chassi e motores.

Há também uma série de regras a serem respeitadas pelos participantes. A equipe terá um total de seis semanas para construí-lo da melhor forma para levá-lo à competição. “Estamos quase prontos e dispostos”, acenou Klein.

Todo desenvolvimento e testes realizados com o robô da STRIKE podem ser acompanhados pelo Facebook na página da equipe.

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