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Presidente estadual do Patriota promete expulsar Dr. Brito

Presidente estadual do Patriota promete expulsar Dr. Brito
Médico e vereador é acusado de comandar esquema de desvio de recursos na saúde - Foto: Divulgação

H2FOZ - Paulo Bogler

O presidente estadual do Patriota, deputado Missionário Ricardo Arruda, fez um pronunciamento para informar que expulsará da legenda o vereador Dr. Brito, preso preventivamente pela PF (Polícia Federal) na terça-feira, 16. Brito e outras cinco pessoas foram detidas na oitava fase da Operação Pecúlio, que apura eventuais irregularidades na contratação de serviços na área de saúde pública em Foz do Iguaçu.

Referindo à prisão do vereador como um “lamentável fato” e que “a gente vê a figura de um médico como alguém sério”, Missionário Arruda falou dos efeitos negativos da corrupção para a sociedade nas redes sociais do Patriota. O dirigente também citou as anteriores expulsões do partido dos ex-vereadores Marino Garcia e Rudinei de Moura e do ex-deputado Chico Noroeste, igualmente investigados no contexto da Pecúlio.

“Tenho que tomar a atitude e punir os envolvidos em qualquer ato de corrupção. Aqui no Patriota implantamos tolerância zero para corruptos e a corrupção”, afirmou Missionário Arruda. “Já mandamos rodar a carta de expulsão do Dr. Brito e de todos que com ele estão aliados. Não vamos aceitar. Está expulso do partido. O Patriota não admite esse tipo de atitude”, frisou.


Vereador está preso na Polícia Federal em Foz desde terça-feira - foto Marcos Labanca

O presidente estadual do Patriota ressaltou que não cabe a ele julgar o vereador e que separa a vida pessoal do Dr. Brito de sua atividade pública. “Se lá para frente houver uma sentença favorável, aí é um outro assunto. Embora seja uma prisão preventiva, mas para ter uma prisão preventiva é lógico que existem fatos”, apontou Arruda.

Três pessoas são soltas

Três pessoas investigadas por supostos envolvimentos nas irregularidades apuradas na oitava fase da Operação Pecúlio foram soltas nesta quarta-feira, 18, por determinação da Justiça Federal em Foz do Iguaçu. Elas responderão às denúncias em liberdade, devendo comparecer regularmente perante a Justiça.

Processo

A ação que prendeu seis pessoas acusadas de participar de supostas fraudes na saúde pública em Foz do Iguaçu corresponde à etapa inicial da investigação. A autoridade policial deverá apresentar inquérito ao MPF (Ministério Público Federal) apontando as provas, os indiciados e as respectivas responsabilidades.

Caberá ao MPF denunciar ou não os envolvidos à Justiça, para que os acusados passem a responder como réus no processo, com direito assegurado à ampla defesa. A defesa de Dr. Brito afirma que o vereador diz ser inocente e que desconhece as acusações feitas pela Polícia Federal e a Procuradoria da República.

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