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Alunos de Foz pedem brinquedos, material escolar e cestas básicas em cartinhas ao Papai Noel

Alunos de Foz pedem brinquedos, material escolar e cestas básicas em cartinhas ao Papai Noel
- Foto: Daniela Valiente

Em meio a pedidos de brinquedos, material escolar, crianças incluem na lista de pedidos, cestas básicas

H2FOZ - Daniela Valiente

Uma boneca, um carrinho de controle remoto, material escolar e uma cesta básica. Em comum, os quatro presentes integram a lista preparada por 5 mil crianças da rede municipal de ensino de Foz do Iguaçu que terão seus pedidos atendidos pela campanha Papai Noel dos Correios.

A iniciativa da empresa, com apoio da secretaria Municipal de Educação, presenteia todos os anos, com ajuda de padrinhos, crianças de zero a seis anos.  Nesta edição, serão atendidos pedidos de pequenos de três escolas municipais e 15 Centros Municipais de Educação Infantil. O número recorde foi alcançado devido ao empenho de voluntários.

“Buscamos atender as escolas de periferia com maior número de alunos carentes. E como a campanha já está estruturada, a adesão tanto de pessoas físicas como de empresas é imediata”, explicou a gerente da agência da Avenida Brasil, Giliane de Souza Lavarda.

A orientação para quem quer participara é simples: atenda o pedido da maneira que conseguir. Mas há momentos que somente comprar o presente, sem entender de onde vem, não faz sentido. “Temos muitos voluntários que vão até as crianças, conhecem a escola, e gostam desse contato, e outros que pegam os pedidos, compram os presentes e entregam aqui. Das duas formas, a ajuda é bem-vinda”, conta Giliane.

Mais de uma semana antes do final do prazo, os 5 mil pedidos já haviam sido atendidos nos Correios. As entregas começam neste sábado, dia 9 no Colégio Jorge Amado, no Cidade Nova II, às 10h30.

Grandes

Gerente da agência da Avenida Brasil, Giliane de Souza Lavarda: “não temos um levantamento da quantidade de cestas pedidas, mas sabemos que em todas as escolas há pedidos".

A campanha dos Correios tem por tradição não somente atender aos pedidos de crianças moradoras da periferia da cidade, mas também de atrair padrinhos e realizar pedidos mais complexos. Em anos anteriores, a força do voluntariado chegou a reconstruir uma casa para atender um pedido de uma criança, a ofertar tratamento de saúde para outra.

“A gente acaba mobilizando os funcionários e novamente contamos com a ajuda da comunidade”. Quem enxerga as necessidades são as professoras. “Elas tem esse olhar e percebem as necessidades, quando o caso é mais grave, como a necessidade de óculos, por exemplo, ou se a família passa por muitas dificuldades”, diz a gerente.

Este ano também há pedido especial encaminhado pelas crianças. O mais tocante deles, foi de uma menina do Cidade Nova, que abriu mão do brinquedo para pedir em uma única linha; uma cesta básica. “Não temos um levantamento da quantidade de cestas pedidas, mas sabemos que em todas as escolas há pedidos. Todos serão atendidos”.

Solitárias
Além das cartinhas que chegam via campanha, há também outras, somente endereçadas ao Papai Noel, como foi o caso de cinco irmãos que enviaram os pedidos aos Correios. Acolhidos num abrigo, devido a determinação da justiça, a história dessa família comoveu uma assistente social que levou as cartas a uma das agências.

“A gente se emociona com pedidos de crianças nas escolas, mas também lê todas as cartas que chegam endereçadas ao Papai Noel nessa época do ano. Não podemos atender a todos, mas fazemos o possível para conseguir quem possa fazer algo”.

Impedidos de voltar para casa, os irmãos escreveram cartas com seus pedidos que incluem além de material escolar, brinquedos e cestas básicas. Giliane confirma que o apadrinhamento da família já foi feito.

Há alguns anos, cartas endereçadas ao bom velhinho tendo adultos como remetentes, cessaram. A maioria pedia por emprego. “Não tínhamos como atender”.

A barba pode até ser falsa, mas o carinho....

Para um empresário da cidade, integrante da campanha dos Correios há cinco anos, a sensação de poder fazer a entrega de presentes nas escolas supera qualquer presente de Natal. “Bem no início da campanha, tivemos a ideia de promover uma ação social, percorríamos casa por casa, mas o novo método de distribuir nas escolas facilitou muito. Agora vamos de jipe fazer a entrega”, diz ele que integra um grupo de jipeiros na cidade.

Para ele, o sentimento é gratificante. “Os pedidos são coisas singelas.  Muitos deixam de pedir brinquedos e pedem material escolar. A gente aproveita e dá brinquedo também . A família toda de cada membro acaba ajudando, pois a gente quer deixar neles essa vontade de fazer parte de algo tão importante na vida dessas crianças”.

Na pele de Noel por alguns anos, ele conta que a alegria com que é recebido, surpreende e emociona. “Ser abraçado por uma criança que recebe esses presentes, não tem preço”.