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Diversidade artística e gastronômica movimenta “Feirinha da JK”

Diversidade artística e gastronômica movimenta “Feirinha da JK”
Organização da Feirinha da JK estima que o público varie de três a cinco mil visitantes por domingo - Foto: Marcos Labanca

União de atrativos culturais integra iniciativa que busca promover a ocupação ordenada da feira mais tradicional de Foz do Iguaçu

H2FOZ - Bruno Soares
Fotos: Marcos Labanca

Balançar o corpo ao compasso do Maracatu, saborear um salgado árabe com um caldo de cana, encher as sacolas de verduras orgânicas, experimentar um vinho colonial e chegar em casa antes da hora do almoço.

Estes são alguns dos prazeres possíveis para quem frequenta às manhãs de domingo a Feira Livre das Nações, consagrada há dez anos no imaginário do iguaçuense como “Feirinha da JK”. Por iniciativa da Fundação Cultural, o espaço tem aumentado seu número de visitantes desde a chegada de artistas que passaram a promover apresentações gratuitas ao público.

“É um espaço que está aberto para toda e qualquer manifestação artística de nossa cidade. Articulamos os grupos e artistas que estão em busca de locais para suas apresentações. Os interessados devem apenas nos procurar na Fundação Cultural para compartilhar seus projetos e está tudo certo. É só ocupar”, destaca Vera Vieira, diretora cultural da autarquia vinculada à Prefeitura.

Além de grupos musicais, os visitantes da feira podem participar de oficinas de artesanato, aulas de ioga ao ar livre e atividades circenses. “A cada semana tem algo diferente. Um domingo eu aprendi a fazer mandalas, em outro macramê. Um dia tem uma banda de reggae, no seguinte um trio de blues. É um espaço muito plural e que tem crescido cada vez mais ao longo deste ano. Sem sombra de dúvida merece uma atenção especial do poder público para ser consolidado como um atrativo da cidade”, avalia a estudante de arquitetura e urbanismo Grasielle Pinheiro.

A sugestão da acadêmica vai ao encontro dos objetivos da Fundação Cultural. De acordo com Paulo Rigotti, responsável pela assessoria de eventos da autarquia, as intervenções em andamento na “Feirinha da JK” fazem parte do projeto piloto a ser implementado no espaço após a conclusão das obras de revitalização da Praça da Paz.

“A cada domingo observamos a interação do público com os artistas, com os produtos expostos, sejam gastronômicos ou artesanais. Nosso objetivo é realizarmos algo que promova a cultura local e propicie aos visitantes conhecerem cada vez mais sobre a rica diversidade que nossa região possui. O fato é que, após a inauguração da praça, a feira será ampliada. Buscamos realizar isso de forma ordenada”, destaca.

A inauguração da praça da Paz estava prevista para ocorrer neste mês de outubro, entretanto, devido ao mal tempo, o prazo foi estendido para meados de novembro.

Planejamento
Cerca de 200 barracas estão devidamente cadastradas para comercializarem seus produtos ao longo da avenida Juscelino Kubitscheck. “Temos critérios para concessão dos alvarás que legalizam a situação dos feirantes. Uma série de pré-requisitos são exigidos, de acordo com o ramo de atuação de cada um”, explica Paulo ao detalhar que os expositores participantes da feira são proporcionalmente divididos entre artesanais e gastronômicos.

“Dividimos 50% para cada demanda. Além disso, planejamos a distribuição do que é exposto para evitar que se torne repetitivo. A busca pela representação de nossa multi-culturalidade é um dos objetivos da Feira Livre das Nações, isto está em sua concepção”, finaliza o assessor de eventos da Fundação Cultural.