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Combata as pragas nas hortas domésticas sem agrotóxico

Combata as pragas nas hortas domésticas sem agrotóxico
Repolho após 4 meses o plantio - Foto: Divulgação

Estudo de acadêmicas da Uniamérica indica um jeito simples e natural para os cultivos caseiros

H2FOZ – Alexandre Palmar

O aumento dos problemas causados pelos agrotóxicos na comida ajudou a retornar o cultivo de hortas domésticas. Seja nas casas ou mesmo em apartamentos com algum tipo espaço para plantas.  É mais seguro plantar a própria comida, porém como lidar com as espécies que atacam a “produção” no seu quintal ou na sua sacada?

Um estudo feito por quatro acadêmicas de Ciências Biológicas da Uniamérica, em Foz do Iguaçu, aponta para uma resposta a partir de uma análise de biopesticidas no controle de pragas em hortaliças.  Ou seja, uma alternativa com substâncias naturais e sem agentes químicos.

A equipe identificou que uma mistura de calda de arruda e espalhante de sabão tem bons resultados no controle de pulgões, ácaros, lagartas pequenas, cochonilhas, moscas brancas e percevejos. Clique aqui para ver a receita e saiba como prepará-la.

Como foi?

O experimento das acadêmicas Letícia Vivian da Silva Pereira, Brenda Bogado, Jeane Webler Schmitz e Sheila Kemper, em resumo, foi realizado assim: elas fizeram quatro canteiros, nos quais cultivaram repolho, brócolis, couve e alface. Para efeito de comparação, num deles não foi aplicado nenhum tipo de biopesticida.

Foram elaborados quatro pesticidas, sendo duas receitas do Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e duas receitas elaboradas pelas estudantes. Todos os pesticidas foram produzidos com elementos orgânicos, que podem ser encontrados com facilidade em supermercados e com preço acessível.

“Após a análise dos pesticidas aplicados, pôde-se observar que alguns dos pesticidas utilizados apresentaram maior eficácia em relação a outros, mas todos apresentaram ação repelente, apenas afastando os insetos e não exterminando”, descreve o artigo das acadêmicas iguaçuenses.

Ao longo do projeto, realizado no primeiro semestre deste ano, pôde-se notar que a aplicação do inseticida é essencial logo após o plantio, pois a ação repelente do produto estará protegendo as plantas desde o primeiro estágio onde a ação dos insetos é mais prejudicial.

Males – Em seu artigo, a equipe também reforça o alerta sobre a aplicação de agrotóxicos, que pode contaminar o solo e os sistemas hídricos, elevando a uma degradação ambiental que tem como consequência prejuízos à saúde e alterações impactantes nos ecossistemas.

“Quando utilizados inadequadamente, em excesso ou próximos da época de colheita, os agrotóxicos podem acarretar riscos à saúde dos aplicadores e dos consumidores, causando intoxicações, mutações genéticas, câncer e morte”, descreve o artigo, citando palavras de Paulo Eiró Gonsalves, médico pediatra e escritor falecido em 2010.




A acadêmica Letícia Vivian mandou essa dica de pauta. Diga pra gente qual assunto você quer ver no H2FOZ. Envie um email para [email protected].