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Apreensão de contrabando foi recorde em 2017

Apreensão de contrabando foi recorde em 2017
Balanço foi apresentado pela Receita Federal - Foto: Divulgação

H2FOZ - Paulo Bogler

Balanço da Receita Federal divulgado nesta sexta-feira, 26, revela recorde em 2017 na apreensão de produtos contrabandeados no país, como drogas, mercadorias e cigarros. O valor totaliza R$ 2,3 bilhões – aumento de 9,4% em relação a 2016. Mais de 25% do volume de mercadorias ilegais passou pela fronteira entre o Brasil e o Paraguai, o que equivale a R$ 600 milhões.

De acordo com a Receita Federal, foram 221 milhões de maços de cigarros apreendidos – crescimento no ano de 11%. A quantidade de entorpecentes retidos aumentou em 122,4%, superando 45 toneladas de maconha, cocaína, crack e drogas sintéticas. A importação ilegal inclui eletrônicos, informática, remédios, suplementos alimentares e outros itens.

No posto de fiscalização da Receita Federal em Foz do Iguaçu, foram apreendidos R$ 260 milhões em mercadorias contrabandeadas. A quantidade é 19% maior do que a verificada no ano passado. Na região de fronteira do Paraná, o cigarro equivale a 40% das apreensões. Só em Foz foram capturados 20 milhões de maços de cigarro, algo em torno de R$ 100 milhões.


Remédios proíbidos estão entre as apreeensões em Foz - foto Divulgação 

O levantamento divulgado pela Receita Federal mostra que, além de cigarros, as maiores apreensões na fronteira brasileira com o Paraguai são de veículos e drogas, produtos eletrônicos e de informática, armas e munições.  Passam pela região, também, medicamentos proibidos para fins estéticos, emagrecimento ou preenchimento de botox facial.

“É muito atrativo esse comércio ilegal. O desafio permanente é conseguir diminuir o espaço para essas ações, especialmente fortalecendo o controle das nossas fronteiras”, falou à Agência Brasil o advogado Edson Vismona, presidente do FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade). Para ele, o contrabando alimenta com recursos organizações criminosas que fomentam o tráfico de drogas, armas e munições no Brasil.

A Receita Federal diz que as apreensões são resultado da reorganização da área de vigilância e repressão do órgão. Afirma que mantém iniciativas para melhorar a segurança do ambiente de negócios relacionados ao comércio internacional.

(Com informações da Agência Brasil)