Rodoviários podem deflagrar greve do transporte coletivo

Categoria rejeitou proposta laboral e indicou paralisação, que tem data prevista.


Rodoviários poderão deflagrar greve do transporte coletivo em Foz do Iguaçu. É o que comunica o Sindicato dos Rodoviários (Sitrofi), após votação que rejeitou proposta laboral enviada pela empresa que opera o serviço no município.

A principal pauta é a jornada de trabalho de seis horas para motoristas, a exemplo do que ocorre em outras ciadades do estado. Outro ponto é o reajuste dos salários dos profissionais do transporte coletivo. Conforme o secretário-geral do Sitrofi, Rodrigo Andrade de Souza, a proposta patronal não garante ganho real nem teria efeito sobre outros benefícios.

“O que a empresa oferece são 4,87% do INPC últimos 12 meses, de março de 2024 a fevereiro de 2025, sem aumento real”, expôs. “O percentual é apenas sobre o piso salarial, pois a empresa não se compromete em reajustar o vale- alimentação e o adicional de cobrança de passagem”, frisou.

Greve do transporte coletivo

A reportagem pediu um posicionamento sobre a possibilidade de greve à Viação Santa Clara. Por meio da assessoria, a concessionária do serviço público relatou que não recebeu comunicado oficial de paralisação e, se tiver novas informações, comunicará ao H2FOZ.

O sindicato, todavia, contextualiza a situação da negociação lembrando que a prefeitura é a principal responsável pelos termos que envolvem o transporte coletivo. A empresa não quer comprometer-se com valores que não entrem na planilha, documento que embasa os pagamentos do poder público, argumentou o dirigente do Sitrofi.

Além disso, ele elenca que os rodoviários possuem perdas que são do período em que a prefeitura decretou a caducidade do contrato antigo com o Consórcio Sorriso. Perguntado em relação a negociações que podem evitar a greve, Rodrigo disse que o sindicato “sempre está à disposição”.

Data marcada

O Sitrofi divulgou que, entre 126 votantes, contabilizados nessa terça-feira, 1.º, 114 reprovaram a proposta da empresa. E, desses, 104 trabalhadores rejeitaram a oferta trabalhista e decidiram que a opção seria cruzar os braços. O Sitrofi, em seguida, definiu a greve do transporte coletivo para 14 de abril, caso a negociação não avance.

Contrato dos ônibus

O prefeito Joaquim Silva e Luna (PL) assinou, em março, aditivo prorrogando o contrato dos ônibus em Foz do Iguaçu, no valor de R$ 165,4 milhões, por dois anos. O termo foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM).

São duas fontes para a remuneração da Viação Santa Clara pela prestação do serviço mensal: cobrança da passagem e subsídios da prefeitura, que na gestão do ex-prefeito Chico Brasileiro (PSD) giraram em torno de R$ 30 milhões ao ano.

A prefeitura afirmou que a prorrogação do contrato era necessária para manter a operação do transporte coletivo, já que a licitação deveria ter sido realizada na gestão anterior, mas não foi. Uma consultoria deverá elaborar o novo modelo.

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1 comentário
  1. Duilliam dos Reis Vieira Diz

    O título deveria ser: Empresa responsável pelo transporte de Foz deixa de pagar funcionários. Mais a vale tudo pra colocar o trabalhador um contra o outro. Enquanto o dono do consórcio tá lá rindo atoa. Mídia burguesa é assim. Aqui a voz é do Patrão.

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