Operação contra tráfico faz busca em condomínio de luxo de Hernandarias

Polícia Federal cumpre no Brasil 20 mandados de prisão. No Paraguai, conta com apoio da Senad.

Polícia Federal cumpre no Brasil 20 mandados de prisão. No Paraguai, conta com apoio da Senad.

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Paraguai, participa da Operação Turfe da Polícia Federal do Brasil, que busca cumprir 20 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão nos estados do Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além de diligências no Paraguai, Espanha e Emirados Árabes.

No Paraguai, a Senad faz buscas no condomínio de luxo Paraná Country Club, em Hernandarias, e também no km 8 de Ciudad del Este.

O jornal ABC Color informa que um dos procurados pelas polícias dos dois países fugiu do local ao ser alertado por seguranças do condomínio. Os agentes estão na mansão dele.

O promotor de Assuntos Internacionais, Manuel Doldán, ordenou que seja inspecionado o circuito fechado de câmeras para analisar a cumplicidade dos guardas para a fuga do suspeito.

A polícia paraguaia, em uma ação encabeçada pelo promotor antidrogas Elvio Aguilera, foi também à fábrica de blindagens “Black Eagle”, situada no Parque Empresarial San Juan, no bairro San Juan de Ciudad del Este. A empresa pertenceria ao suspeito que conseguiu fugir do condomínio antes da chegada da polícia.

A Operação Turfe está em curso depois de mais de 18 meses de investigações, com o deslocamento de 200 policiais para cumprir as ordens de prisão e de busca e apreensão.

De acordo com a Agência Brasil, o alvo da operação é uma organização criminosa que compra drogas na Bolívia e Colômbia e distribui o produto no Brasil e no mercado europeu.

Ao longo dos 18 meses de investigação, foram apreendidas mais de oito toneladas de cocaína no Brasil e na Europa, além de R$ 11 milhões.

NA LAVAGEM, CAVALOS

O grupo de traficantes é acusado ainda de lavar dinheiro na compra e venda de cavalos de corrida e, por isso, a operação ganhou este nome, “Turfe”.

Segundo a Receita Federal, que também participa das ações, a Justiça Federal decretou o sequestro de aproximadamente R$ 250 milhões em bens.

De acordo com nota da Receita, a investigação identificou uma organização criminosa que atua no transporte de cocaína da fronteira Oeste do Brasil até portos do Rio de Janeiro e São Paulo.

“A droga era inserida em contêineres a serem exportados, utilizando-se da prática conhecida como rip on rip off, que consiste em utilizar uma exportação legítima para enviar a droga ao exterior”, diz a nota.

OUTRA OPERAÇÃO

Outra operação no Brasill – a Operação Brutium – cumpre 19 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão nos estados do Rio, Santa Catarina e São Paulo. O alvo é outra organização criminosa, que compra drogas na Bolívia e no Peru e revende para a Europa, com a ajuda de duas facções criminosas brasileiras.

A ação conta com o apoio das polícias da França, Bélgica, Espanha, Marrocos e Estados Unidos. Em dois anos de investigação, foram apreendidas duas toneladas de cocaína e R$ 3,5 milhões.

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