
Abastecer na Argentina está, em média, 2% mais caro desde terça-feira (1.º). Para evitar efeitos mais drásticos na inflação, o país vizinho adota política de reajustes mensais na gasolina e no diesel no início de cada mês.
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Na cidade fronteiriça de Puerto Iguazú, o reajuste seguiu a tendência do restante do país. As tarifas dos postos locais estão entre as mais altas da Argentina, devido a fatores como o custo do frete em relação aos centros de distribuição.
Tarifário dos postos Shell Argentina em Puerto Iguazú – abril/2025:
Nafta Súper: P$ 1.361.
Nafta V-Power: P$ 1.628.
Formula Diesel: P$ 1.395.
Diesel V-Power: P$ 1.669.
Tarifário dos postos YPF em Puerto Iguazú – abril/2025:
Nafta Súper: P$ 1.297.
Nafta Infinia: P$ 1.560.
Infinia Diesel: P$ 1.593.
O preço em reais dependerá da cotação obtida pelo consumidor. Ao câmbio de R$ 1 por P$ 225, praticado na fronteira, por exemplo, o litro da Nafta V-Power na rede Shell da Argentina custará o equivalente a R$ 7,23. Já se a taxa for de R$ 1 por P$ 200, o valor subirá para R$ 8,14.
Para fazer o cálculo, basta dividir o preço em pesos argentinos pela cotação. Assim, dividindo P$ 1.628 por 225 chega-se ao resultado de R$ 7,23.
Combustível mais caro na Argentina
Desde o final de 2023, abastecer na Argentina deixou de ser vantajoso para os motoristas da fronteira. Atualmente, os preços estão mais baixos em Foz do Iguaçu e nos postos das cidades paraguaias de Ciudad del Este, Presidente Franco e Hernandarias.
A disparada no preço dos combustíveis na Argentina coincide com o início do governo de Javier Milei, em 10 de dezembro de 2023. O aumento tem como causa principal o corte de subsídios e isenções que mantinham a gasolina e o diesel em valores mais acessíveis.
Na manhã desta quarta-feira (2), de acordo com o aplicativo Menor Preço, a gasolina aditivada era vendida, nos postos de Foz do Iguaçu, a valores entre R$ 6,09 (bandeira branca) e R$ 6,55 (Shell).
Motoristas questionam o comparativo direto de preços, argumentando que a gasolina argentina não tem adição de etanol. Vale lembrar, contudo, que os postos do Paraguai também vendem gasolina sem etanol, a preços mais baixos que os da Argentina.