Parque Nacional do Iguaçu
Tombado pela Unesco como patrimônio natural da humanidade em 1986, o segundo Parque Nacional mais antigo do Brasil e o maior fora da Amazônia estende-se por uma área de 185 mil hectares, embora seu valor ambiental e a beleza das paisagens vistas ali o façam um patrimônio sem fronteiras.
Não é à toa que o parque é considerado a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo. No interior do Parque Nacional do Iguaçu há milhares de animais, muitos deles ameaçados de extinção, como a onça-pintada e o jacaré-de-papo-amarelo, bem como 350 espécies de aves, algumas bem raras, como a jacutinga, o gavião harpia e o papagaio-de-peito-roxo.
A flora também é bastante diversificada. Há espécies que chegam a atingir 30 metros de altura, como a timbaúva, o cedro, a peroba e os ipês, além das delicadas orquídeas e bromélias.
Exemplo de coexistência da exploração com turística com a preservação ambiental, esse fantástico ecossistema deixou de ser propriedade de poucos e passou à responsabilidade de todos em 1939, pelas mãos do ex-presidente Getúlio Vargas.
Parque Nacional da Ilha Grande
O Parque Nacional da Ilha Grande é constituído por 158 ilhas e ilhotas fluviais que somam 79 mil hectares e encontra-se no último trecho livre de represamento do rio Paraná, em território brasileiro. É um ambiente único no mundo, caracterizado com área ecotonal.
A preservação dessa área é uma luta de longa data dos ambientalistas do noroeste paranaense. O parque estende-se desde a cidade de Guaíra até a foz do rio Amambaí no Mato Grosso do Sul e do rio Ivaí no Paraná. O parque está localizado em áreas das cidades de Guaíra, Altônia, São Jorge do Patrocínio, Vila Alta e Icaraíma, no Paraná ¬– e Mundo Novo, Eldorado, Naviraí e Itaquiraí, no Mato Grosso do Sul.
A área, unida à faixa de mata que envolve o reservatório da usina, forma o Corredor de Biodiversidade, que permite aos animais silvestres de Ilha Grande alcançar a principal reserva florestal do Paraná, o Parque Nacional do Iguaçu, e vice-versa.
O contato entre os animais de diferentes reservas, distantes entre si, evita a degeneração genética causada pelo excessivo acasalamento de indivíduos da mesma família - a chamada consangüinidade.
Refúgio Biológico Bela Vista
O Refúgio Biológico Bela Vista é uma das sete unidades de preservação permanente da Itaipu Binacional. Com 1.900 hectares, tem como objetivos a proteção à flora e à fauna; a realização de pesquisas (flora, fauna e aqüicultura); a recuperação de áreas degradadas; paisagismo; a reprodução de animais; educação ambiental; a produção de mudas e a qualidade no abastecimento de água para a cidade de Foz do Iguaçu.
O viveiro florestal produz em média 900 mil mudas/ano de 80 espécies nativas diferentes. Estas mudas são plantadas na usina e na faixa de proteção e são doadas para prefeituras.
O programa faunístico foi iniciado em 1977, com a realização do primeiro inventário dos animais existentes em parte da área que seria inundada, nas margens esquerda e direita do rio Paraná.
Durante a formação do lago, ocorrida entre outubro de 1982 a fevereiro de 1983, inúmeros animais foram resgatados, através da operação conhecida por Mymba Kuera, onde parte dos animais foram destinados a instituições de pesquisa como Instituto Butantã e outros foram soltos em reservas e refúgios biológicos criados para preservar a biodiversidade da região em ambas as margens do reservatório.
O criadouro de animais foi constituído em 1987, onde existem 70 recintos que somados a um quarentenário e ao setor extra, são capazes de alojar cerca de 300 animais. Em sua existência, nasceram mais de 500 animais silvestres de 39 espécies.
Os trabalhos desenvolvidos no criadouro dão prioridade à reprodução de espécies ameaçadas de extinção, garantindo assim a perpetuação da fauna silvestre, prejudicada pela intensa modificação do seu habitat.
Criadas para preservar a flora e fauna da região, estas áreas, principalmente as localizadas na margem direita, destacam-se pelo seu potencial genético. Servem ainda à realização de estudos pioneiros, atividades de educação ambiental e apoio às demais ações da entidade na área sócio-ambiental.
Em 2002, o Refúgio Biológico Bela Vista foi totalmente reformado. A revitalização está fundamentada nos conceitos de arquitetura verde e eficiência energética, utilizando as seguintes estratégias: captação e uso racional de água; captação e uso racional de energia; redução do uso de materiais de construção; seleção de materiais menos impactantes ao meio ambiente; maximização da durabilidade da edificação e minimização de perdas e reutilização de materiais em geral.
Refúgio Biológico de Santa Helena
Um porto seguro e de passagem para as 44 espécies de mamíferos, 305 de aves e 37 de répteis que vivem nas reservas em torno do lago Itaipu. Trata-se do refúgio de Santa Helena, de 1,5 mil hectares, que se transformou numa ilha com a formação do reservatório.
Próximo a cidade do mesmo nome, o refúgio abriga ainda uma enorme variedade de flora, em especial, uma área de 30 mil metros quadrados de orquídeas. E ainda um sistema viário de 44 quilômetros, um canal de isolamento de 300 por 10 metros, uma torre de vigilância de 42 metros e uma casa para guarda-parque fora da área de refúgio.
Em 1998, a Itaipu e a prefeitura de Santa Helena celebraram convênio para execução do plano de manejo do refúgio. Nos anos anteriores, entre 1981 e 1987, a Itaipu já havia plantado 640 mil mudas na reserva. A partir de 98, a prefeitura passou a receber os royalties ecológicos por desenvolver o plano de manejo do refúgio.
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