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Monumentos fazem parte da paisagem de Foz

Monumentos fazem parte da paisagem de Foz
Sentinela - Coruja, na encruzilhada da Avenida JK, com República Argentina

HFOZ - Fernanda Regina
Fotos: Marcos Labanca

Estátuas, bustos, esculturas, murais, placas e monumentos históricos são peças que fazem parte da paisagem das cidades. Em Foz do Iguaçu não é diferente. O município tem obras para todos os gostos, espalhados na região central e nos bairros.

Durante as andanças para conhecer os monumentos da cidade, muitas pessoas transitam sem perceber os objetos fincados cidade afora. Alguns realmente “não ligam”, outros “acham feio” ou consideram que “faltam reparos”.  De fato, muitos dos monumentos estão carentes de cuidados.

“Os monumentos devem representar o imaginário da população. Eles precisam ter uma significação, um motivo para estar em determinado lugar”, explica Jane Glace Nedel, presidente da Acapi (Associação Cultural dos Artistas Plásticos do Iguaçu).

Para o guia turístico, especializado em roteiros culturais, Francisco Amarilla, as obras podem servir como forma de conscientização para os ícones da cidade. “Algumas peças como o quati e o dourado são símbolos da região. É importante que eles sejam explorados no sentido de fazer com que as pessoas tenham conhecimento sobre a história cultural de Foz”.

Em Foz do Iguaçu o Código de Posturas é o que determina a colocação dos monumentos. Segundo ele, para que seja instalado é necessário que se comprove o “valor artístico ou cívico, a juízo da Prefeitura Municipal”.

Assim, de gosto duvidoso ou não, a presença de peças representativas em Foz é marcante. Os critérios de instalação das peças passam por uma lei municipal, no entanto, os cidadãos podem e devem opinar sobre a presença deles, afinal muitos estão ali financiados pelo dinheiro ou utilizando espaços públicos.

Referência - Uma das maiores estátuas do município é um exemplo disso. O São Francisco, na Avenida Mário Filho, está lá em referência ao nome do bairro. “Ele já levou até um tiro, nem sei se foi arrumado. Está muito mal cuidado”, avaliou a moradora Fabiana enquanto passava pelo local.

Em alguns espaços, como na Praça Getúlio Vargas e Praça da Paz, eles estão em quantidade significativa. Dois deles são homenagem aos 100 anos do município: o Relógio do Centenário e um monumento do Rotary Club.

O espaço abriga o resquício de um relógio do Sol, instalado na década de 1970, e uma homenagem ao arquiteto Décio Luiz Cardoso, nome da terceira pista da JK, feita pela AEFI (Associação dos Arquitetos, Agrônomos e Engenheiros de Foz do Iguaçu).

Na parte central da Praça da Paz há também um monumento, chamado Lei do Amor, colocado pela Igreja Adventista do 7º Dia. O material contem os 10 Mandamentos. Ali perto existe ainda uma lápide, onde está escrito o nome da praça.

Coruja instalada entre a JK e República Argentina - Foto: Marcos Labanca

No encontro das avenidas JK e Republica Argentina uma coruja parece vigiar a área. Ela está imponente ali há alguns anos. Reza a lenda que ela é um símbolo de sabedoria e vigilância. Na composição da peça a coruja está sobre um livro (sabedoria) em um ponto estratégico, entre Brasil, Argentina e Paraguai. O monumento foi esculpido pelo funcionário aposentado da Itaipu (Motorista e posteriormente Assistente Administrativo), Fernando Borba. A informação foi repassada por um leitor após o fechamento da matéria.

Bustos - Figuras históricas estão representadas em diversos locais através dos bustos. Por exemplo, o de Getúlio Vargas no alto da Praça Getúlio Vargas. Na Praça Almirante Tamandaré tem também o busto do patrono da Marinha Brasileira. Cópia idêntica existe no pátio do Colégio Almirante Tamandaré, na Vila Yolanda e muitos outros tanto em praças como em órgãos públicos.

No campus CEAEC (Centro de Estudos da Alta Conscienciologia) existe um caminho com bustos de cerca de 100 personalidades da história mundial. A Aléia dos Gênios da Humanidade é um corredor de 260 metros de comprimento e ali estão representadas figuras como  Leonardo Da Vinci, Isac Newton, Jean-Jacques Rousseau, Monteiro Lobato e diversos outros.

Empresas - Algumas firmas também utilizam as figuras decorativas para chamar atenção. No centro da cidade existem obras, como um quati em frente à locadora de vídeos, na avenida Almirante Barroso e um robô, símbolo de uma escola de cursos técnicos na Marechal Floriano.


Dourado na República Argentina - Foto: Marcos Labanca/H2FOZ

Na avenida República Argentina, um peixe se tornou ponto de referência. “O dourado sempre chama atenção. Para nós é bom, pois ele se tornou referência. As pessoas falam: na república, perto do peixe.”, comenta Américo Demarchi, gerente da loja Dourado Pesca & Sport.

Ele explica que o dourado já está ali há 12 anos, desde que a loja mudou para o local. “Acho que Foz, como cidade turística comporta esse tipo de arte. Seria importante que houvesse incentivo do poder público para que outros também façam”.

Criadores – O artista plástico Haroldo Alvarenga, falecido em março deste ano, foi responsável por diversas obras exposta na cidade. Entre as mais conhecidas, estão, o monumento aos 100 Anos do Rotary International, na Praça da Paz e a “Pedra Bruta”, na loja Maçônica Manoel Ribas. O artista deixou ainda, várias peças em hotéis e outras entidades de Foz.

O São Francisco, a estátua de Getúlio Vargas, quati e o dourado são exemplos de peças feitas pelo artista plástico Giovanni Vissotto. Recentemente ele recuperou um painel com o cenário das Cataratas do Iguaçu no prédio da Fundação Cultural.

A reportagem não teve a pretensão de mapear todos os monumentos existentes na cidade, mas sim de identificar aqueles que são mais visíveis – e ao mesmo tempo invisíveis para muitos. Assim, deixamos aqui um espaço aberto para que os leitores possam mandar fotos e informações de outros monumentos que tenham conhecimento.

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H2FOZ - Fernanda Regina

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