H2Foz

06/08/2012

Letícia Lichacovski - Outros ângulos, novos olhares da Cerejeira: O meu Brasil visto de fora

Há poucos dias, voltei ao Brasil depois de passar um mês na Europa. Achei o máximo quando me perguntaram: “E aí, ainda somos vistos como a terra dos macacos no exterior?”, porque pude encher a boca numa sonora resposta negativa.

Sabia que o Brasil – que agora peguei o costume de tomar como “meu” – não era mais tido como um país subdesenvolvido, mas me surpreendi com tanta expectativa que nem mesmo nós, brasileiros, temos nessa pátria.
 


Puerta de Europa, Madrid


Conheci espanhóis, franceses, venezuelanos, colombianos, mexicanos e de tantas outras nacionalidades que sempre diziam a mesma coisa: “O Brasil é um gigante”. Adorava ouvir isso. Todas as vezes, concordava de peito estufado de tanto orgulho.

Alguns diziam que queriam conhecer, visitar, principalmente no Carnaval. O dono do restaurante onde almoçava todos os dias já sabia até cantarolar um sambinha agradável, sempre acompanhado de um largo sorriso simpático.

Uma vendedora espanhola, ao notar meu sotaque, perguntou de onde era. Ao lhe responder, ela se arrepiou (literalmente). “Adoro o Brasil! Meu marido e eu queremos comprar uma casa lá, mas ainda temos que esperar um pouco”.

Diferente dela, um taxista madrilenho de fato tem uma casa na terra tupiniquim. Perto de Cafelândia - Paraná, diga-se de passagem. Conhece as Cataratas e queria vir para o Brasil todos os anos para descansar. Apesar de eu já ter notado, ele enfatizou: “Escute! Está em português”, se referindo ao GPS.

 


Plaza de Colón, Madrid
 

Já na França, aprendi como acabamos sendo desleixados com o que temos. Aqui, temos comida, água e tantos outros recursos que não valorizamos o suficiente. Esquecemos que esses bens, todos eles, são finitos.

Quando não aguentei comer todo meu almoço e deixei sobrar. O garçom, espantado, perguntou: “Já terminou?”, meio que não acreditando. Diferente de nós, os franceses passaram por fome na época das guerras. Eles sabem que falta o alimento faz. E nós desperdiçamos tanto...

Foram muitas lições em pouco tempo. Várias aulas através de outros olhos. De fora, vi um novo Brasil. O meu Brasil. O Brasil gigante, que pode ser o que realmente tem potencial para ser.

*Letícia Lichacovski é jornalista, repórter para o H2FOZ e bloggeira (Cereja no Ombro)

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