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06/05/2008 14h51

Universidade para integrar América Latina é fundamental, diz especialista

A implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) é uma tarefa de alta responsabilidade, que não pode ser reduzido a uma estimulante aventura intelectual, por mais instigante que possa ser, na opinião do presidente da Comissão de Implantação do projeto, Hélgio Trindade. A implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) é uma tarefa de alta responsabilidade, que não pode ser reduzido a uma estimulante aventura intelectual, por mais instigante que possa ser, na opinião do presidente da Comissão de Implantação do projeto, Hélgio Trindade.

Segundo ele, é fundamental que a Unila seja projetada para as próximas décadas, tendo como meta produzir a máxima qualidade acadêmica e social, com uma missão diferenciada de outras co-irmãs brasileiras, ou seja, contribuir para a integração com uma "nova moeda" – o conhecimento compartilhado. O fato mais urgente, segundo ele, é construir em bases sólidas essa integração com os países irmãos.

A universidade terá sede em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira da Argentina, Brasil e Paraguai e parte do seu projeto arquitetônico será de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer.

Hélgio Trindade está em Curitiba, onde participa até o dia 7, junto com outros especialistas em educação, do encontro mensal que trata da criação da nova universidade. Para dar andamento à iniciativa, o Ministério da Educação criou uma comissão integrada por 13 especialistas em educação superior e integração regional. Eles têm prazo até dezembro deste ano para definir o projeto político-pedagógico da futura instituição.

Segundo o presidente da comissão, o Projeto de Lei 2878/08 que cria a Unila tramita no Congresso Nacional, mas as aulas terão início em 2009, em instalações provisórias num espaço cedido pelo Parque Tecnológico de Itaipu.

Nos primeiros cinco anos, a meta é ter matriculado 10 mil alunos e contratado 500 docentes, metade brasileiros e metade dos demais países da região. Os cursos serão, preferencialmente, em áreas de interesse mútuo dos países da América Latina, com ênfase em temas envolvendo exploração de recursos naturais e biodiversidades transfronteiriças, estudos sociais e lingüísticos regionais, relações internacionais e demais áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a integração regional.

Com o objetivo de conhecer e analisar experiências bem-sucedidas de ensino superior, Trindade disse que a comissão convidou para esta reunião, o professor chileno Miguel Rojas Mix, diretor da Comunidade Ibero-americana e Integração da Cátedra da Unesco , o doutor em Ciências Políticas, o francês Guy Haug, um dos mentores do Processo de Bolonha e o diretor da UFPR Litoral, professor Valdo José Cavallet.

“Agora precisamos trabalhar no espaço entre a universidade ideal e universidade possível, entre a utopia que nos mobiliza e a utopia de sua concretude histórica no Brasil e na América Latina de hoje e do futuro”.

(Agência Brasil)

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