A instalação do IMEA evidenciou a importância da Unila. A instalação do Instituto Mercosul de Estudos Avançados (IMEA) e a realização do I Colóquio Internacional do IMEA/UNILA “Educação para a Integração Latino-Americana” evidenciaram a importância, a positiva receptividade e o apoio nacional e internacional ao projeto de implantação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana e à criação de seu instituto de altos estudos. “A criação da UNILA faz parte de uma nova conjuntura da América Latina, que temos buscado desde os acordos de Paris de 1998. Por fim, teremos uma universidade integracionista e inovadora”, avaliou o coordenador da Rede de Macrouniversidades Públicas da América Latina e Caribe e secretário de Educação do Governo da Cidade do México, Axel Didriksson. Na foto, Luiz Yarzábal e Hélgio Trindade na Conferência de Encerramento do Colóquio.
Especialistas e alunos brasileiros e estrangeiros; e lideranças políticas e de instituições acadêmicas de países latino-americanos, reunidos no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, de 19 a 22 de agosto, deram início ao projeto da UNILA pelo intercâmbio de idéias e pela promoção do conhecimento compartilhado. “A instalação do IMEA foi uma estratégia inteligente para iniciar as atividades da UNILA. Estas referências presentes no Instituto vão ajudar a completar o complexo projeto da graduação, que é uma proposta maior do que de costume, por incluir alunos e professores de diferentes países e um programa que trata da integração”, comentou a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari.
O amplo diálogo sobre o panorama do ensino superior na América Latina e o debate de temas transversais do papel e da importância da universidade no processo de integração regional, contou com a participação de especialistas do Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Porto Rico, Equador, Peru, Guatemala, Paraguai, México, Chile, Venezuela, além da contribuição de intelectuais da Austrália e dos Estados Unidos. “A convivência foi extraordinária. O reconhecimento da diversidade pelas distintas experiências promove a integração. Dialogamos, além de temas epistemológicos e metodológicos, sobre questões humanas”, apontou Gustavo Rodríguez Ostria, da Universidad Mayor San Simón e Oficial Superior de Cultura de Cochabamba (Bolívia).
O primeiro evento do IMEA foi uma amostra do que será o Instituto e a UNILA: a promoção da integração regional pelo conhecimento compartilhado, o desenvolvimento solidário e o reconhecimento mútuo, num processo coletivo entre atores de distintos países da região. “Consideramos muito interessante o projeto. Os princípios desta Universidade são os mesmos que deram início à nossa Associação, o espírito de desenvolver a cooperação horizontal”, salientou o presidente da Associação Grupo Montevidéu (AUGM).
“A realização deste Colóquio, o lançamento de livros, nosso projeto, pode parecer que já sabemos tudo. Não é assim, nós estamos aqui para aprender e a presença de vocês foi fundamental”, destacou o presidente da Comissão de Implantação da UNILA, Hélgio Trindade, na conferência de encerramento do evento. Trindade também anunciou a fundação de dez cátedras IMEA/UNILA, cujos programas iniciam em 31 de agosto e seguem até dezembro. As Cátedras serão realizadas em blocos e ordenadas pelas distintas áreas do conhecimento.
Programação completa e inscrições para Cátedras em:
www.unila.ufpr.br
(Assessoria)
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