O governador Beto Richa confirmou na sexta-feira (18), que o projeto sugerido pela prefeitura para construção da trincheira na Avenida Paraná, no trevo da BR 277, é a melhor solução para o trânsito no local. Ele aceitou a ideia feita pelo prefeito Paulo Mac Donald e apresentada desde 2010 ao Estado. A Ecocataratas, concessionária responsável pela rodovia, já encaminhou a proposta ao DER (Departamento de Estradas e Rodagem).

Segundo a concessionária, a expectativa é que no segundo semestre, ainda durante o período eleitoral, o processo esteja concluído, e a obra, finalmente, comece a sair do papel. A partir de agora, será elaborado o projeto executivo e será aberta a licitação para contratação da empreiteira responsável pela construção.
O projeto apresentado pelo prefeito tem custo reduzido – um viaduto custaria três vezes mais. O valor da trincheira é de R$ 1,2 milhão, podendo chegar até R$ 3 milhões, conforme a necessidade de escavação e a quantia utilizada de concreto, neste caso, bem menor do que o necessário para edificar um viaduto, avaliado em R$ 9 milhões. “Podem ficar tranquilos que o viaduto (trincheira) da BR 277 é uma realidade”, disse o governador, prometendo voltar até o final do ano para autorizar a obra.
Há quase dois anos, o Município, a Câmara de Vereadores, Itaipu Binacional e a população pedem pela obra. Neste período, Mac Donald e o diretor da Itaipu, Jorge Samek, se comprometeram a ajudar com recursos financeiros para resolver mais rapidamente possível o problema, mesmo a construção sendo de responsabilidade do Estado e da Ecocataratas.
“Até que enfim. Eu estive há 10 meses no governo, foi levado o projeto, havia dinheiro prometido pelo Samek (Itaipu) e até do Município para solucionar o problema. Me surpreende que em véspera de período eleitoral seja anunciada a obra, mas é claro que é bem-vinda a construção da trincheira”, resumiu o prefeito.
Mac Donald fez questão de lembrar que a trincheira já poderia estar pronta. Nos últimos meses, o DER vetou o projeto básico apresentado pela prefeitura e aceito pela Ecocataratas. A alegação é que o local não comportaria a circulação de caminhões. No entanto, com a construção da Segunda Ponte e a Perimetral Leste, o tráfego de veículos pesados não passará pela rodovia. “Isso não justifica. A obra demorou demais. Mas há a necessidade ainda de mais passagens de nível ao longo da rodovia, mais precisamente na Avenida Costa e Silva (Trevo do Charrua e entrada da cidade), no Jardim Jupira e também na entrada do bairro Três Bandeiras. Isso vai comportar o fluxo de toda a região”, explicou.
As obras serão capazes de comportar o fluxo de veículos, que tende a crescer nos próximos meses com a chegada de mais alunos da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana). A expectativa é de receber 10 mil estudantes até 2014.
Além disso, há dois novos e grandes empreendimentos imobiliários na região, aumentando a circulação de moradores, que utilizam os acessos para se deslocarem até as universidades, local de trabalho, comércio e hospital, inclusive de turistas que chegam com veículos próprios ou ônibus.
Para mais informações da Prefeitura de Foz do Iguaçu, acesse
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(Agência Municipal de Notícias)
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