Se você quer curtir e relaxar o corpo nos finais de semana, nas férias ou durante a temporada de verão não precisa mais viajar para o litoral. O lago de Itaipu, com seus 1.350 quilômetros quadrados de extensão, o sétimo do Brasil em tamanho, apresenta-se como uma opção interessante para o esporte, lazer, pesca e turismo em Foz do Iguaçu e na região Oeste do Paraná.
O reservatório da maior usina hidrelétrica do mundo margeia 16 cidades apenas no lado brasileiro. Em sua orla, existe uma completa infra-estrutura (terminais turísticos, praias artificiais, clubes, bases náuticas) que forma um verdadeiro roteiro alternativo de viagem para os moradores da Tríplice Fronteira e, também, para visitantes de outras partes do Brasil e do Exterior.
A água do lago chega a ter qualidade superior à de muitas praias do litoral paranaense, segundo análises feitas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em 50 pontos de coleta ao longo da margem brasileira.
O lago é protegido por 105 mil hectares de muita, mas muita área verde. São duas reservas naturais, quatro refúgios biológicos, um parque nacional (Ilha Grande) e uma faixa de proteção com mata ciliar em toda a sua extensão, nas margens brasileira e paraguaia. Dentro dele, existem ainda 66 ilhas, que se constituem numa atração à parte.
Desde a formação do lago em 1982, a Itaipu Binacional tomou uma série de medidas para protegê-lo e garantir o giro das turbinas que produzem atualmente os 14.000 MW. A usina plantou 20 milhões de mudas de árvores nativas, reflorestando 96% da faixa de proteção. O reflorestamento, considerado o maior do mundo feito por uma usina hidrelétrica.
Se levar em conta o Parque Nacional de Ilha Grande, com 78,8 mil hectares, as áreas protegidas em torno do lago de Itaipu se aproximam ao tamanho do Parque Nacional do Iguaçu, a maior reserva florestal do Sul do país, com 185 mil hectares do lado brasileiro e 67 mil hectares do lado argentino.
A opção mais recomendada aos turistas e, sobretudo à população que vive na região, em torno de 800 mil habitantes, são os terminais turísticos, balneários e praias localizados em oitos cidades lindeiras: Foz do Iguaçu, Santa Terezinha, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Entre Rios e Guairá.
As praias, em sua maioria, estão dotadas de toda infra-estrutura necessária para passar os finais de semana, temporadas de férias e verão. Elas dispõem de quiosques, churrasqueiras, banheiros, restaurantes, lanchonetes, áreas para camping e alguma delas, chalés e hotéis nas suas proximidades.
O ponto alto do movimento nas praias é a temporada de verão, que se inicia entre outubro e novembro e estende-se até o final de março ou início de abril. São seis meses cheios de atividades festivas, esportivas, culturais e de lazer.
A cada ano, as prefeituras que administram os terminais ampliam, reformam e implementam novos serviços e espaços para potencializar a região como destino turístico preferido dos turistas do Mercosul.
Praias limpas - As praias do lago de Itaipu são as mais limpas do Paraná, segundo análises do IAP. As amostras de água coletadas desde 2001 nas oito praias que formam a Costa Oeste, foram classificadas como excelentes para banho.
Os exames comprovaram que mesmo os índices mais altos de coliformes fecais na água do Lago de Itaipu estão bem abaixo do que é considerado excelente para banho.
De acordo com o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), a água é considerada excelente para banho quando apresenta uma concentração de até 250 coliformes fecais em cada 100 mililitros de água. Porém, das análises feitas no lago, apenas seis registraram índices superiores a 50 coliformes fecais.
Roteiros - Com o aumento do número de visitantes, estimados em 1,2 milhão por temporada, o Conselho dos Municípios Lindeiros conveniou estudos com o Sebrae/PR e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para potencializar os atrativos como destinos turísticos do Paraná.
Sebrae e UFSC elaboraram três tipos de roteiros que pretendem implementar a partir da primeira quinzena de novembro deste ano: caminho das águas, caminhos rurais e ecológicos e caminhos da colonização.
O estudo levantou 400 empreendimentos na região, 170 deles reunidos em 12 núcleos setoriais. Sebrae e UFSC estão agora capacitando as empresas da região para melhorar a prestação dos serviços, já que a expectativa é de ampliar o número de visitantes num curto prazo de tempo.
"Vamos melhorar os equipamentos públicos e privados, capacitar o atendimento e buscar dois tipos de turistas. O turista que chega por Foz do Iguaçu e pode fazer um dos roteiros e os turistas próximos da região, do Paraguai, Argentina, Cascavel, Maringá, Mato Grosso do Sul e assim por diante", diz Júlio Cezar Agostini, consultor do Sebrae e um dos responsáveis pelo projeto.
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